O sal do Himalaia é um sal mineral extraído principalmente da mina de Khewra, no Paquistão. Ele ganhou grande popularidade devido à sua cor rosa característica, que vem da presença de minerais traço como o ferro. Contudo, do ponto de vista de saúde, mitos comerciais cercam esse produto.
Mitos e Realidade Nutricional
- Mesmo teor de sódio: O sal rosa possui entre 97% e 98% de cloreto de sódio, exatamente como o sal de cozinha comum. Ele não ajuda a reduzir a pressão arterial e deve ser consumido com a mesma moderação.
- Minerais irrelevantes: Embora possua mais de 80 minerais traço (como cálcio, magnésio e potássio), a quantidade por grama é insignificante. Para obter qualquer benefício nutricional desses minerais, seria necessário consumir quilos de sal por dia, o que é letal.
- Ausência de iodo: Ao contrário do sal refinado comum, o sal rosa natural não contém a adição obrigatória de iodo. O iodo é essencial para o bom funcionamento da tireoide. Se você usa apenas o sal rosa, corre o risco de desenvolver deficiência desse nutriente, a menos que compre uma versão explicitamente iodada artificialmente.
Como Identificar o Sal Verdadeiro vs. Falso
Devido ao preço elevado, o mercado sofre com falsificações onde o sal comum recebe corante rosa. Para testar o seu produto:
- Teste da Água: Coloque uma colher do sal em um copo com água e mexa. Se a água ficar com coloração rosa ou avermelhada, o sal é falso e contém corantes. O sal verdadeiro deixa a água clara ou levemente turva, sem soltar tinta.
- Aparência dos Cristais: Os cristais do sal verdadeiro possuem tonalidades de rosa irregulares (uns mais claros, outros mais escuros) e são secos. Desconfie de pós muito homogêneos e de cores excessivamente vibrantes.
Consumo Seguro
A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) continua sendo de, no máximo, 5 gramas de sal por dia (equivalente a uma colher de chá rasa), independentemente de o sal ser refinado, marinho ou do Himalaia.






Avaliações
Não há avaliações ainda.